Nos dias atuais, são várias as mídias, rádio, TV,
computador, tablet, notbook, lousa digital, dentre outras. Tais mídias estão
sendo utilizadas no espaço educacional, para fomentar o processo
ensino-aprendizagem, e auxiliar de forma positiva a assimilação de informações,
tanto por parte dos professores, como por parte dos alunos. As novas mídias e
tecnologias que têm surgido dia a dia estão relacionadas às transformações que
têm acontecido, por avanços científicos e tecnológicos, bem como transformações
sociais e econômicas, que influenciam no processo de comunicação, ultrapassando
barreiras, o que pode ser chamado de globalização.
Há uma tentativa de aproximar de maneira efetiva de
professores, alunos, pais, enfim, de toda a comunidade que freqüenta a escola,
através de um trabalho, que envolva a comunidade escolar evoluindo em termos de
conhecimento dos meios digitais disponíveis, o que leva a mais um fator
positivo: maiores oportunidades de trabalho a uma sociedade que carece de
profissionais preparados para usufruir das mídias disponíveis.
Um fator de grande relevância é que os computadores estão
disponíveis nas escolas para agentes educacionais, alunos, e comunidade, o que faz com que a
inclusão digital e social aconteça, não somente para alunos e professores, mas também,
pais de alunos, agentes de educação, irmãos, amigos, enfim a
integração escola-comunidade terá acesso ao laboratório, o que faz com que
todos tenham perspectivas de utilizar o computador, mesmo aqueles leigos no
âmbito da informática, ampliando o foco digital, o que a pouco tempo, era
bastante restrito.
Com isso, é possível admitir que o processo de Inclusão Digital e Social tem acontecido paulatinamente, entretanto, é necessário destacar que o processo da inclusão digital deve envolver a oportunidade de oferecer a todos; sem distinção de classe social, ou mesmo, localização geográfica, acesso à tecnologia, à informação, à comunicação, enfim, ao saber, direcionando este saber a um âmbito digital, respeitando a capacidade de abstração de cada um, traçando um aprendizado adequado, que levará o indivíduo ao melhor enquadramento na sociedade a qual pertence.
Dica de leitura:
"Inclusão Digital, Inclusão Social?"
A autora, Maria Salett Tauk Santos, parte do cenário da
panacéia gerada pela euforia da sociedade cibernética, e suas possibilidades
para a inclusão social e o exercício da democracia, e que abriu um grande
debate sobre os paradoxos que emergem como resultados das novas tecnologias da
informação e comunicação.
Prefaciado pelo prof. José Marques de Melo, o livro
coloca a questão da inclusão social além das questões identitárias e das
apropriações das tecnologias da informação e da comunicação nas atividades
laborais. Para a autora, além do controle das esferas virtuais, é necessário
garantir aos jovens de contextos populares, igualmente, o acesso ao controle
das esferas reais. Um caminho fértil para alcançar tal esfera passa pela
formação de comunidades virtuais de aprendizagem para construção de uma
cyberdemocracia, condição contemporânea para que todos possam ser incluídos
socialmente.
Para reflexão:
"Por meio da figura abaixo, é possível observar o enfoque glogal da Inclusão Digital e Social"